Ah essa saudade
Tamanha que não vai embora
Saudade daquela idade
Mas ainda assim ela demora
Nunca é passageira
Vivi a me importunar
Eterna companheira
Que não se cansa de me encontrar
Ah saudade interminável
Tipo branda e sorrateira
Raivosa e infindável
Breve e passageira
Foram-se os dias da simplicidade
O tempo da brincadeira
Os atos de ingenuidade
E a pueril choradeira
Saudade do colo e da canção
Do carinho terno e delicado
Da longa imaginação
Do brinquedo empoleirado
O homem desses dias advém
O quanto doce e amargo é acertado
Mas a alegria que outrora tem
Isso nunca mais é saboreado
Manzi, J.G
Muito tocante
ResponderExcluirLindo
ResponderExcluir