terça-feira, 17 de novembro de 2020

Turbilhão (Parte IV)

 A noite vem se debruçando na escuridão e eu o aguardo ansiosamente. Aguardo o sono me alcançar como a seca espera a chuva. 

Me sinto cansado e minha mente tem um turbilhão de pensamentos gritando estridentemente ao ponto de me ensurdecer no silencio. 

Sono chega a ser um privilégio tão longínquo que as vezes penso ser impossível alcançar tal feito. Minha dor precisa tanto deste feito. Estou cansado.  

Ao cair das estrelas me vejo apegado a uma amarga esperança de que o sono me abrace e assim meu corpo repouse na escuridão. 

Se for um sono eterno, que seja. Não tenho nenhuma vontade de despertar de um descanso inacabável. 

Só penso em descansar e repousar. Uma boa noite de sono seria uma graça tão desejada que tende a aparecer um milagre.

Aguardo o anjo do sono me agraciar com a dádiva. Enquanto isso me cubro na minha dor que esmaga meu peito e pesa minha cabeça. 

Deus, como estou cansado!

Manzi, J.G.
2018

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