segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Árvore Alienada

Vê-se hoje a lástima derrota
Filhos de uma geração sem forma
Descendência do silêncio que aflora
Aflora se espalha e no escuro jorra.


Arvore que cresce sem sementes
Com frutos sem sabor
E devastas flores sem cor
Somos hoje de modo plenos dementes.


Sem horizonte sem sol sem ponte
Que nos leve para algo que nos conforte
Que os gritos sejam ouvidos em tom forte
Gritos unificados que nasce de diferentes fontes.


Frutos de árvores mortas sem sabor
Que nasce cresce e passa com pudor
Mais uma gota de vida que falece
E dá lugar a outra vida morta que floresce.


Galhos com ângulos retos
Teimando seguir caminhos incertos
Embirrando a sentir um novo ar
Com aromas que servem para encorajar
Cheiro que às vezes te ergue mais forte, belos e plenos.     
                                     

Manzi, J.G.

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