quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cantos, goles e tragos

Os carros vão passando 
Estou em mais um gole
O luar está me esperando 
Enquanto exalo o fogo do meus pulmões 


As pessoas ao redor riem 
Por um instante parecem felizes 
Mas as vezes o exagero das risadas 
Escondem os olhos tristes 


Mais um gole e não descanso 
Minha mente não fraqueja
Sei onde quero estar, 
sei com quem quero estar
Então sobre a luz do luar sigo só 


Seria a timidez talvez 
Ou simplesmente o gosto de seguir sozinho 
Mas sigo me acompanhando, observando e matutando 


Mais um gole e não me sinto embriagado
A música suave no fundo 
Me remete a delicadeza de alguém 
Está na hora de mais um trago


Minha amada boêmia 
Quanto encanto você tem
Entre goles, tragos, cantos e abraços 
Me faz político do proletariado 
Poeta dos apaixonados 
Mestre dos interessados 
Amigo do abandonado 


Perecerei entre teus braços, boêmia 
Mas existe partida melhor entre abraços, cantos, goles e tragos? 

Manzi, J.G.









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