E agora como sempre volto para casa, volto para aqueles que dizem me acolher mas que simplesmente me suportam um pouco mais, volto para quem ira sofrer e se martirizar por mim, pois assim sei que terei um período de descanso no qual não terei grandes batalhas para enfrentar, volto cada vez mais consciente da dor que provoquei e provocarei, e tudo isso esta me matando aos poucos.
E de repente me vejo em um dos cantos da ponte sozinha, e ele não estará para me salvar, nem ao menos saberá que estive la. E então vejo alguém me dizendo que estou sozinha que sempre estarei sozinha, tentando juntar meus pedaços que foram espalhados por mim e por todos. Mas jurei jamais desistir de mim.
Volto pra casa novamente esperando que conserte o que destruo cada vez mais em mim, e por favor dessa vez não me deixa voltar?! Por mais que queira e tente, sabemos que vou caminhar para destruição, sabemos que não posso suportar outra ida.
Ana Motta

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