Amar-te é uma dor que não se esconde,
Incendeia, uma lume que aos poucos se exaure,
Como uma tormenta que irrompe, sem alarde,
Um frenesim de emoções que não se reprime.
Amar-te é vivenciar cada fração do meu ser,
Dilacerado pela saudade que insiste em inflamar,
Vazio que me traga, sem me desprender,
Uma ferida aberta que se recusa a curar.
Não obstante, te amar é a maior das glórias,
A sagração e infortúnio, simultaneamente,
Pois mesmo na aflição, encontro a graça que enfeitiças.
Que esta sina seja afável, essa aflição que me exaure,
Pois na afeição que nos reúne, abrigamos o genuíno sentido,
E no teu olhar, encontro o refúgio para tudo o que doi.
João Gabriel Manzi
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